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Uso de Drones na Topografia


Vivemos em uma era onde a cada instante surge uma nova tecnologia, um novo método, outro jeito de se trabalhar. Na engenharia cartográfica não é diferente, levantamentos topográficos que levariam dias, meses para serem concluídos, sendo concluídos em poucas horas. Dentre algumas inovações, podemos citar o uso de drone na topografia e seu uso para a obtenção de dados topográficos. Dentre as diversas opções de equipamentos e métodos de levantamento existentes, surgem os dilemas: é viável realizar levantamentos com drone? E qual a diferença dos dados obtidos pelo drone em relação aos outros equipamentos?


É fato que o uso de aparelhos mais sofisticado, pode gerar maior rendimento, mas em diversos casos eles se não se substituem, é preciso analisar a real necessidade de cada projeto para então escolher a melhor forma de obter os resultados esperados, seja por fatores relacionados a economia, qualidade ou produtividade.


Os drones, aplicados à aerofotogrametria, possuem câmeras embutidas com a finalidade de obter imagens aéreas que, juntamente com outras variáveis, são capazes de gerar dados topográficos com mais detalhes e rapidez comparados aos levantamentos realizados de forma convencional como, por exemplo, Estação Total ou GNSS RTK, além da utilidade da própria imagem gerada. Em poucos minutos o drone realiza um trabalho que demoraria dias com equipamentos topográficos convencionais.


Com o Drone as medições são muito mais rápidas e dinâmicas, pois são obtidas imagens georreferenciadas e ortorretificadas que permitem o tratamento do MDS (Modelo Digital de Superfície) para obtenção de MDT (Modelo Digital do Terreno). Dessa forma é possível entregar resultados mais rápidos e com melhor qualidade, gerando dados com mais níveis de detalhes com um maior ritmo de produtividade.



É interessante reforçar que necessariamente, o drone pode não ser a melhor opção para um determinado trabalho, as vezes o uso de uma estação total ou sistema GNSS RTK pode ser a melhor opção já que o produto final gerado pelos três são diferentes um do outro. Por exemplo, os resultados finais gerados pelo drone são imagens e nuvem de pontos que é fundamental para projetos de infraestrutura que necessitam de informação de grandes áreas. Já o Sistema RTK, pode ser utilizado para implantar pontos de apoio precisos georreferenciados (em modo estático ou RTK), que inclusive, podem ser utilizados como pontos de controle para o processamento das imagens geradas pelo Drone, e também são fundamentais para realizar levantamentos planialtimétricos.


Há diversos empecilhos relacionados a questões físicas, condições climáticas, área de abrangência, nível de detalhe, qualidade, produtividade, e outros que podem pesar na decisão do melhor recurso tecnológico para os levantamentos planialtimétricos, cabendo ao profissional responsável, conhecer cada um dos fatores importantes e analisar a melhor alternativa para realizar as medições.


O drone se torna interessante para resolver problemas de precisão em cálculos de volumes, produtividade e níveis de detalhes nos levantamentos planialtimétricos. Em contrapartida, o drone não substitui os equipamentos convencionais em determinadas etapas de uma obra, ou seja, ambos possuem utilidades que não se trocam, e em muitos casos, os dados se complementam para gerar o produto final desejado.

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